The pursuit of happiness

domingo, 11 de julho de 2010

Entre achados e perdidos

Prólogo poético
Ah, você não faz idéia do meu achado... Achei algo que sempre vi e sempre esteve lá. Achei a pérola de grande valor, Ou melhor, será que fui achado e do meu referencial pensei que achei? Aliás, e se eu for o tesouro achado? Um momento... Isso é muito intenso para mim! Eu sou um tesouro perdido no campo no qual alguém vende tudo que tem para comprar o campo e me ter? O quê ou quem teria tanto interesse em mim?

Não consigo perceber esse resplendor, essa magnitude do meu ser, mas dizem que a beleza está nos olhos de quem vê. Então respondam-me, olhos, que são vocês? Porque conseguem enxergar brilho enquanto só vejo minhas ferrugens? Será que vocês pertencem Àquele de quem há tanto tempo falam? E ele é o que veio trazer um nome para mim, e aí então, com essa nova indentidade, saberei quem eu sou? Ele se apresenta com EU SOU e esse nome eu nunca vi... No meio de moedas, filhos, tesouros perdidos, porque a sua busca? Não podia simplemente nos deixar aproveitando nossa "liberdade"?

Esse é o sentimento que tenta traduzir minha mudança de visão em relação ao 15. Não se trata de numerologia. Apenas aguarde, seja menos ocidental-linear e mais oriental-parabólico na compreensão
do que julgo como verdades.

Meu velho estilo de escrever

Você chegou aqui com uma curiosidade, a busca por algo maior do que seu mundo atual. Não é acaso o que lhe traz aqui neste ponto do texto, mas uma conspiração e aspiração do "achar(-se)". Você pode ter caído acidentalmente no blog e até no texto, mas para chegar neste ponto algo já foi lhe puxando. Preciso falar que você é um ser único, mas não o único que está na busca pela alegria que uma resposta pode proporcionar.

Aliás, vivemos assim. A busca sempre faz parte da nossa vida. O tédio é a ausência de busca. Sem mais mistérios, quero revelar o 15. Além de explicar o 15, eu proponho o 3. Exasperado? Leia o evangelho segundo Lucas no capítulo 15. Quantas estorinhas você encontra? Você já tem sua resposta.

Se as 3 estorinhas dizem respeito ao mesmo tema, elas não podem se contradizer. Mas parece que uma é mais completa, outra aprensenta um detalhe único, e, no fim das contas, elas necessitam de ser somadas e interpretadas uma à luz da outra.

Na primeira, estava perdida uma ovelha. Na segunda, a moeda é alvo de busca. Para finalizar, a terceira mostra um filho perdido. Parece que Jesus utiliza-se de elementos da cultura judáica para contextualizar seus ouvintes do valor dos perdidos. A primeira e a segunda estória, enfatizam a busca exaustiva pelo perdido. Já a terceira, parece apresentar um pai que dá liberdade para o filho tomar seu caminho de "liberdade" na vida, mas que está sempre de braços abertos esperando sua volta. Como conciliar essas aparentes (ao meu ver) contradições?

Penso que na primeira estória, a opcão de se perder e da busca pelo perdido, demostram a liberdade do perdido em se perder e o cuidado daquele que o busca. Sou livre para me perder, mas sei que serei buscado, não estou desemparado. Na segunda, uma moeda é perdida por alguém, ela não decide se perder. A ênfase não está na liberdade do ser que se perde, mas no valor do que está perdido e na motivação de quem o procura. Ele procura porque o item perdido tem muito valor. Na terceira, temos uma narrativa bem mais longa e, ao meu ver, mais emocionante. Sendo maior de idade para aquela época, o pai dá o que o filho deseja, dá-lhe espaço para que sua vontade se concretize, ainda que seja destruidora para o próprio. Perceba que o filho se afasta e não o pai. Esta narrativa detalha o sofrimento do perdido. E a busca do pai? Será que não há? Só podemos entrar no campo das especulações. Apesar de ser um estória, duvido que esse pai não tenha tentado entrar em contato com o filho, mandar pessoas para levá-lo de volta para casa, e até usado a oração - prática exercida pelos judeus - como um forma de ter seu filho de volta.

Esse pai estava numa busca, mas a ênfase aqui é uma busca que respeita a liberdade do perdido continuar perdido. "Sei que é humilhante, mas, você quer ser achado e voltar do jeito que está para casa?". Outro elemento do texto é a volta, com o qual eu quero encerrar minha participação aqui. A nossa busca na verdade é um retorno para o lugar de onde jamais deveríamos ter saído, a casa do pai. O lugar das certezas, paz, justiça e alegria.

O início dessa nossa busca é responder "sim" para a maior busca, a busca do p(P)ai. A partir dela, o retorno se dará. E quando concretizado, haverá so amor. Cessará a esperança, pois tudo que esperamos está na casa. Eu concluo ousando afirmar que existo para viver nessa casa, e como estou fora, devo retornar. Vamos juntos?

Abraços,
Thiago PX


Evangelho segundo Lucas, capítulo 15

2 comentários:

rosimar disse...

Gostei muito do texto. Bem evangelístico, e você tem um bom foco. Por não ser possível não criticar (claro, construtivamente, rsrs) vale a pena dar melhorada nas questões gramaticais. Abraço e que Deus lhe abençõe!!!

Thiago M. Paixão disse...

os dedos não acompanham a mente. mas dei um melhorada. obrigado.

o texto é evangelístico pq fala do evangelho mais do que uma pretensão de converter alguém. fiz pensando em todos, inclusive os "convertidos".

pra brincar, é abençoe e não abençõe. essa é pra testar a paciência... rsrsrs

abraços!