The pursuit of happiness

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Recados (in)ternos

Às minhas pernas digo: volte para a corrida;
À minha boca digo: fale menos e ouça mais;
Aos meus ouvidos digo: ame com o seu silêncio;
Aos meus olhos digo: todo choro tem seu fim (assim como todo carnaval);
Aos meus dedos cansados digo: continue a escrever (principalmente aqui);
Aos meus joelhos trôpegos digo: endireitem-se;
Aos meus braços digo: nunca cessem de abraçar;
Aos meus ombros digo: estejam prontos para consolar;
À minha mente digo: nunca pare de aprender;
Ao meu coração digo: lute com dignidade;
Ao Mistério: let it be (Icognito).

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sub-verso

Eu me achava esperto, sonhava terno num imprevisto fim
Fui andar descalço, lugares raros, perfume de jasmim

Eu só lia prosa agora "verso" sobre a alma desejosa

Vi alguns lampejos, alguns gracejos de uma Graça Gondim


Pelo visto, não importa o que visto pois

Aparência não faz o coração feliz
Se sertão é oásis pensando em minha vida seca,

Tem algo errado em mim

Sucesso, eles nos enganaram
Nos venderam seu peixe fiado

Traíra com espinha e sem dó


Sub-verso, leio-me nas entrelinhas

Revolto-me mas em paz cara minha

No final aqui jazz apenas um sonhador

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ivan Linspirando-me

Eu vi o Abraham Laboriel ou era miragem?

http://www.youtube.com/watch?v=H1PVRqYEveA&feature=fvst

sábado, 17 de julho de 2010

Nova cor

Vídeo tosco, mas foi de coração... Dedico a todos que precisam de uma nova cor na vida:

http://www.youtube.com/watch?v=vhFfLez7Siw

domingo, 11 de julho de 2010

Entre achados e perdidos

Prólogo poético
Ah, você não faz idéia do meu achado... Achei algo que sempre vi e sempre esteve lá. Achei a pérola de grande valor, Ou melhor, será que fui achado e do meu referencial pensei que achei? Aliás, e se eu for o tesouro achado? Um momento... Isso é muito intenso para mim! Eu sou um tesouro perdido no campo no qual alguém vende tudo que tem para comprar o campo e me ter? O quê ou quem teria tanto interesse em mim?

Não consigo perceber esse resplendor, essa magnitude do meu ser, mas dizem que a beleza está nos olhos de quem vê. Então respondam-me, olhos, que são vocês? Porque conseguem enxergar brilho enquanto só vejo minhas ferrugens? Será que vocês pertencem Àquele de quem há tanto tempo falam? E ele é o que veio trazer um nome para mim, e aí então, com essa nova indentidade, saberei quem eu sou? Ele se apresenta com EU SOU e esse nome eu nunca vi... No meio de moedas, filhos, tesouros perdidos, porque a sua busca? Não podia simplemente nos deixar aproveitando nossa "liberdade"?

Esse é o sentimento que tenta traduzir minha mudança de visão em relação ao 15. Não se trata de numerologia. Apenas aguarde, seja menos ocidental-linear e mais oriental-parabólico na compreensão
do que julgo como verdades.

Meu velho estilo de escrever

Você chegou aqui com uma curiosidade, a busca por algo maior do que seu mundo atual. Não é acaso o que lhe traz aqui neste ponto do texto, mas uma conspiração e aspiração do "achar(-se)". Você pode ter caído acidentalmente no blog e até no texto, mas para chegar neste ponto algo já foi lhe puxando. Preciso falar que você é um ser único, mas não o único que está na busca pela alegria que uma resposta pode proporcionar.

Aliás, vivemos assim. A busca sempre faz parte da nossa vida. O tédio é a ausência de busca. Sem mais mistérios, quero revelar o 15. Além de explicar o 15, eu proponho o 3. Exasperado? Leia o evangelho segundo Lucas no capítulo 15. Quantas estorinhas você encontra? Você já tem sua resposta.

Se as 3 estorinhas dizem respeito ao mesmo tema, elas não podem se contradizer. Mas parece que uma é mais completa, outra aprensenta um detalhe único, e, no fim das contas, elas necessitam de ser somadas e interpretadas uma à luz da outra.

Na primeira, estava perdida uma ovelha. Na segunda, a moeda é alvo de busca. Para finalizar, a terceira mostra um filho perdido. Parece que Jesus utiliza-se de elementos da cultura judáica para contextualizar seus ouvintes do valor dos perdidos. A primeira e a segunda estória, enfatizam a busca exaustiva pelo perdido. Já a terceira, parece apresentar um pai que dá liberdade para o filho tomar seu caminho de "liberdade" na vida, mas que está sempre de braços abertos esperando sua volta. Como conciliar essas aparentes (ao meu ver) contradições?

Penso que na primeira estória, a opcão de se perder e da busca pelo perdido, demostram a liberdade do perdido em se perder e o cuidado daquele que o busca. Sou livre para me perder, mas sei que serei buscado, não estou desemparado. Na segunda, uma moeda é perdida por alguém, ela não decide se perder. A ênfase não está na liberdade do ser que se perde, mas no valor do que está perdido e na motivação de quem o procura. Ele procura porque o item perdido tem muito valor. Na terceira, temos uma narrativa bem mais longa e, ao meu ver, mais emocionante. Sendo maior de idade para aquela época, o pai dá o que o filho deseja, dá-lhe espaço para que sua vontade se concretize, ainda que seja destruidora para o próprio. Perceba que o filho se afasta e não o pai. Esta narrativa detalha o sofrimento do perdido. E a busca do pai? Será que não há? Só podemos entrar no campo das especulações. Apesar de ser um estória, duvido que esse pai não tenha tentado entrar em contato com o filho, mandar pessoas para levá-lo de volta para casa, e até usado a oração - prática exercida pelos judeus - como um forma de ter seu filho de volta.

Esse pai estava numa busca, mas a ênfase aqui é uma busca que respeita a liberdade do perdido continuar perdido. "Sei que é humilhante, mas, você quer ser achado e voltar do jeito que está para casa?". Outro elemento do texto é a volta, com o qual eu quero encerrar minha participação aqui. A nossa busca na verdade é um retorno para o lugar de onde jamais deveríamos ter saído, a casa do pai. O lugar das certezas, paz, justiça e alegria.

O início dessa nossa busca é responder "sim" para a maior busca, a busca do p(P)ai. A partir dela, o retorno se dará. E quando concretizado, haverá so amor. Cessará a esperança, pois tudo que esperamos está na casa. Eu concluo ousando afirmar que existo para viver nessa casa, e como estou fora, devo retornar. Vamos juntos?

Abraços,
Thiago PX


Evangelho segundo Lucas, capítulo 15

domingo, 4 de julho de 2010

Sonho de consumo - sweet spot

Sub-verso

Eu me achava esperto, sonhava terno num imprevisto fim
Fui andar descalço, lugares raros, perfume de alecrim
Eu só lia prosa agora "verso" sobre a alma desejosa
Vi alguns lampejos, alguns gracejos de uma Graça Gondim

Pelo visto não importa o que visto, aparência não faz feliz o coração
Se o sertão é um oásis se comparado à minha vida seca, acenda algo em mim

Sucesso, eles nos enganaram
Nos venderam seu peixe fiado
Traíra com espinha e sem dó

Protesto, contra a escravidão disfarçada
Contra a mídia podre, estragada
Querendo apenas o seu consumir

Sub-verso, leio-me nas entrelinhas
Me revolto mas em paz cara minha
No final aqui apenas jazz um sonhador