The pursuit of happiness

terça-feira, 17 de abril de 2012

Encontrado pela paz

(Lido no culto do dia 15/04/2012 na IPB Aracruz)

Hoje é Domingo de manhã e talvez seja a primeira vez que você está nesta igreja. Talvez seja só mais um dia cumprindo à risca o compromisso Dominical. Perdoe-me se por algum motivo não lhe encontrei, se não lhe olhei nos olhos, ou simplesmente não desejei um bom dia ou a paz. Perdoe-me se sou rápido em fazer cobranças e julgamentos, e, vivendo religiosamente, não notei que você hoje não está em paz.

Hoje é Domingo de manhã e eu posso dizer que também já perdi minha paz. Eu também já estive num lugar como esse e não consegui fazer outra coisa senão olhar o chão ali deixar meu culto em forma de lágrimas. Foi ali que senti um misto de angústia e liberdade, a sensação de que não devia me preocupar com outros olhares ao não ser o de meu Deus, meu Pai. Ele não me acusou de falta de fé, não me lembrou de quantas vezes faltei a um culto ou deixei de ler a Bíblia. Eu precisava de paz, mas não podia encontrar pois no fundo eu precisava ser encontrado por ela.

Hoje é Domingo de manhã e não sabemos muito uns dos outros. Por dentro, uns estão sorrindo, e outros chorando. Uns têm recursos de sobra, e outros pouco têm para seus filhos ou mesmo para ofertar. Uns estão cheios de saúde, e outros sofrem dores. Uns tem a família por perto, e outros veem seus lares se perderem. Em nosso meio, há e sempre haverá alguém precisando de paz. Gente de carne e osso precisando da oração que se completa com um abraço.

Hoje é Domingo de manhã, e o que lhe preocupa? Será a música, o som, os bancos da igreja, o ar-condicionado, a hora? Aqui nesse lugar aprendi que Deus se importa com pessoas, e sei que hoje alguém aqui precisa de ajuda. Se não for você, seja então um instrumento de paz na vida de alguém. Mas se o dia mau chegou sobre sua casa, meu desejo de coração é que a paz de Deus que excede todo entendimento lhe encontre nessa manhã. Abra seu coração e oferte a Deus o que você tem de melhor: sua vida.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Insights #7 - Paz, Paixão e Páscoa

Hoje pensei sobre Paz. Não aquela estereotipada em paisagens bucólicas ou aves brancas. Não a que nasce de certezas absolutas, de contas abastadas ou casas apaineladas. Simplesmente pensei na Paz que tem sua origem no sofrimento sacrificial que se chama Paixão.

Hoje pensei sobre a Páscoa. Percebi que Jesus tanto amou que dedicou sua vida e sua morte para termos Paz com Deus. Paixão é o sofrimento de Cristo. Paz é a reconciliação com o Eterno que traz esperança e força para o dia mal. Páscoa é festejar Paz que nasce da Paixão de Cristo.

domingo, 4 de março de 2012

Insights #6 - O Deus que confia

Um dos significados da palavra confiar é "entregar aos cuidados, à fidelidade de alguém". Jesus, Filho de Deus, com toda sua capacidade, viveu essa tensão do confiar ao entregar aos seus discípulos a missão que ele pessoalmente coordenou: crescer e multiplicar a quantidade de discípulos.

Confiança é mais que nobreza: é força e atitude. Para fazer discípulos é necessário ser um como Cristo e o Pai eram e são, é necessário amor. Ao pensar nisso, parece-me que muitas das obrigações que julgamos serem exclusivas de Deus foram delegadas a todos que viriam a crer em Jesus: consolar, curar, amar, fortalecer, etc. Em resumo, o Deus que confia espera muito mais de nós.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Entre o desejo e o fato

Se desejo fosse fato, de fato, eu não erraria tanto. Não precisaria de tantos pequenos recomeços.
Não seria de ânimo dobre, antes seria excelente e constante em tudo que fizesse. Sonharia menos e realizaria mais. Menos promessas, mais ações...

Se desejo fosse fato, farto estaria de justiça e em mim não haveria erro. Não tentaria parecer mais aceitável a Deus e aos meus. Minha boa e suficiente vontade seria realidade e eu não teria do que me envergonhar. Mas sou falho, falho, canso, erro, repito o erro, canso, canso...

Mas se a pena ainda escreve, é porque o Livro ainda inspira: sei que não estou só na História.

Se desejo fosse fato, Paulo - o apóstolo - não seria o pior dos pecadores. E ainda que os religiosos o considerem um santo, fico com a humildade desse homem.

Se desejo fosse fato, o bem (quem eu tanto desejo) seria feito e o mal (que aborreço) evitado.

Se o fato se resumisse ao desejo, o retrato seria de todo trágico. Mas - e ainda bem que existe um "mas" - a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Somos desses que andam cansados, sobrecarregados e aflitos, os que acreditam que o fato consumado traz a esperança do alívio para toda dor.

Ainda existe o desejo, e ele se torna fato quando o meu pesado e carregado fardo é deixado  nas mão de Deus.

Para todos os que precisam, abraços,

ThiagoPX

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Insights #5 - De(u)sconhecido

John Newton, ex-capitão de escravos, foi o letrista do hino Maravilhosa Graça. A melodia do hino era cantada por escravos, mas seu autor é desconhecido. Isso me fez lembrar o "Deus desconhecido" que Paulo esclareceu aos gregos.

Jó conhecia Deus de ouvir falar, mas Deus sabia quem era (seu servo) Jó. Isso é o que importa. Não precisamos ser (re)conhecidos. Deus sabe quem somos e nos chama pelo nome. Ele sabe cada uma das nossas músicas "sem autoria", inclusive aquelas que nem ganharam letra.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Insights #4 - Quando olhar para o céu...

Certo um dia um homem olhou o céu e falou para Deus: "o que é o homem para que dele te lembres?". Ao contemplar a grandeza e beleza da criação muitas vezes nos percebemos pequenos, "coisificados". Deixamos de ser "quem" para ser "o que".

Quando for assim, devemos nos lembrar que bem antes Deus falou ao homem: "olhe o céu, as estrelas e as tente contar. Assim será tua descedência." A grandeza das estrelas não deve ser parâmetro de comparação, mas uma lembrança do que Deus quer fazer por nós.