"...muita gente guarda a vida para o futuro..."
Mário Quintana
Estive na semana passada em São João Del Rey tocando com a banda V do Avesso e num dos passeios que fizemos na cidade de Tiradentes achei uma lojinha que, dentre outras coisas, vendia cartões e marcadores de livros com citações. Antes é necessário dizer que estou temporariamente em BH. Aliás, de um jeito ou de outro, todos nós estamos.
Em conversas com algumas pessoas comecei a ver algumas mudanças. De área de trabalho, de empresa, de cidade e até de crenças. Mas o que me assustou foi saber que alguns tem se dedicado exclusivamente ao trabalho ou como forma de juntar um bom dinheiro ou por pressão da empresa como se não houvesse outra opção. Mas deixa o amigo aqui falar um pouquinho.
Sabemos que as doenças do séculos são emocionais e que ainda desencadeiam nas famosas doenças psicossomáticas. Pois bem. O amigo de aqui de vocês foi uma vítima delas. Lembra que como orador da turma falei que sabedoria vai além do conhecimento? Não fui sábio. A ansiedade e a loucura por absolver conhecimento rápido, aliado ao estresse natural da vida e a falta de uma terapia (esportiva, contemplativa, etc.) me fez ter uma crise de ansiedade que se transformou numa depressão bipolar. Hoje, já bem melhor, senti-me livre para falar que tenho transtorno bipolar, mas talvez não fosse necessário passar por isso com os devidos cuidados.
Obviamente que se investigados todos os fatos, poderia citar questões genéticas, aborção do sofrimento alheio (que é bem diferente da empatia sinalizada por Jesus), enfim, um mundo de coisas. Mas sem dúvidas, a pressa e a auto-combrança foram os principais fatores para minha crise. Esse processo começou em outubro e agora em maio é que estou me sentindo 'consertado'. E como foi difícil me livrar da neura que esse era um tempo perdido em minha vida!
Acontece que nesse tempo aprendi a me proteger, a me solidarizar com os que sofrem de transtornos emocionais e dos potenciais doentes. Daqueles que tratam de suas emoções com psicoestimulantes que oferecem um prazer rápido e que geram a escravidão do vício e da compulsão não contribuindo em nada para um aprendizado sobre a vida (pensamento de Diogo Clara, famoso psiquiatra).
Descobri também que mesmo amando a computação, não tenho vocação para trabalhar com computação. Sou músico, está no sangue. Já me falaram e eu nunca aceitei. Também foi muito difícil negar os anos de sacrifício nos estudos, no mestrado (ainda para ser finalizado) com aquela a pressão de publicar, estudar matérias dificílimas e achar que o mundo acabaria se eu reprovasse, pura neurose.
Aprendi bastante com meus erros. Sugiro que vocês aprendam com os meus também.
Grande abraço do PX
Em conversas com algumas pessoas comecei a ver algumas mudanças. De área de trabalho, de empresa, de cidade e até de crenças. Mas o que me assustou foi saber que alguns tem se dedicado exclusivamente ao trabalho ou como forma de juntar um bom dinheiro ou por pressão da empresa como se não houvesse outra opção. Mas deixa o amigo aqui falar um pouquinho.
Sabemos que as doenças do séculos são emocionais e que ainda desencadeiam nas famosas doenças psicossomáticas. Pois bem. O amigo de aqui de vocês foi uma vítima delas. Lembra que como orador da turma falei que sabedoria vai além do conhecimento? Não fui sábio. A ansiedade e a loucura por absolver conhecimento rápido, aliado ao estresse natural da vida e a falta de uma terapia (esportiva, contemplativa, etc.) me fez ter uma crise de ansiedade que se transformou numa depressão bipolar. Hoje, já bem melhor, senti-me livre para falar que tenho transtorno bipolar, mas talvez não fosse necessário passar por isso com os devidos cuidados.
Obviamente que se investigados todos os fatos, poderia citar questões genéticas, aborção do sofrimento alheio (que é bem diferente da empatia sinalizada por Jesus), enfim, um mundo de coisas. Mas sem dúvidas, a pressa e a auto-combrança foram os principais fatores para minha crise. Esse processo começou em outubro e agora em maio é que estou me sentindo 'consertado'. E como foi difícil me livrar da neura que esse era um tempo perdido em minha vida!
Acontece que nesse tempo aprendi a me proteger, a me solidarizar com os que sofrem de transtornos emocionais e dos potenciais doentes. Daqueles que tratam de suas emoções com psicoestimulantes que oferecem um prazer rápido e que geram a escravidão do vício e da compulsão não contribuindo em nada para um aprendizado sobre a vida (pensamento de Diogo Clara, famoso psiquiatra).
Descobri também que mesmo amando a computação, não tenho vocação para trabalhar com computação. Sou músico, está no sangue. Já me falaram e eu nunca aceitei. Também foi muito difícil negar os anos de sacrifício nos estudos, no mestrado (ainda para ser finalizado) com aquela a pressão de publicar, estudar matérias dificílimas e achar que o mundo acabaria se eu reprovasse, pura neurose.
Aprendi bastante com meus erros. Sugiro que vocês aprendam com os meus também.
Grande abraço do PX
